O que é o Alcorão?

O Alcorão é o livro sagrado do Islã. Em árabe a palavra Alcorão significa ‘lido’ ou ‘recitado’. Os muçulmanos creem que o Alcorão é a palavra literal de Deus (Allah em árabe) revelada ao profeta islâmico Maomé (Muhammad). Para os muçulmanos, Maomé é o último profeta. Ele teria sido enviado para pregar a mesma mensagem de Jesus e de Moisés, supostamente "corrompida". Além deste ponto, há outros fatores que mostram que o Alcorão não está de acordo com a Bíblia.

Na crença muçulmana, as revelações foram feitas a Maomé pelo Arcanjo Gabriel (Yibrail). As manifestações surgiram no início do século VII em Meca e Medina, ambas na Arábia Saudita.

O Alcorão aborda a origem do universo, o homem e sua relação com Deus. Define leis para a sociedade, moralidade e economia. Foi escrito com a finalidade de ser recitado e memorizado.

Quem escreveu o Alcorão?

Maomé não escreveu o Alcorão, segundo a tradição ele era analfabeto. As revelações foram recitadas e registradas em ossos de camelos, pedaços de pergaminho e folhas de tamareira por seus escribas.

Após a morte de Maomé no ano 632 d.C., seu sucessor, o califa Abu Bakr, reuniu os escritos, compilando-os no Alcorão. Outros defendem que foi o califa Omar o primeiro a compilar os registros.

Devido o Alcorão ser escrito em árabe, as traduções em outros idiomas são consideradas “sombras fracas” do original. Geralmente não são tratadas como tradução, mas como uma explicação. O uso do Alcorão em outras línguas ainda é controverso.

O Alcorão e a Bíblia

Segundo o Alcorão, Abraão é considerado o grande patriarca. Muitos personagens do Velho Testamento da Bíblia são considerados profetas no Alcorão: Ismael, Isaque, Jacó, José, Moisés, Davi, Ezequiel, Elias e Eliseu. Também são chamados de profetas João Batista e Jesus, que fazem parte do Novo Testamento.

Na Bíblia, Isaque é o herdeiro de Abraão e o filho da promessa (Gênesis 21:1-3). Já no Alcorão, Ismael, filho da escrava Hagar, é o verdadeiro descendente abraâmico. O Maomé e povo árabe são descendentes de Ismael (Gênesis 25:18), assim como os judeus descendem de Isaque. Daí a causa da inimizade entre judeus e árabes.

Apesar de algumas convergências, o Islã não aceita a Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo (1 João 2:22). Embora com bases na Bíblia, o Alcorão é anticristão e não está de acordo com a Bíblia. O crente deve amar o muçulmano, mas rejeitar o Islã.

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Existem muitos erros históricos e contradições de Maomé. No Alcorão, há quatro versões de como Maomé recebeu a revelação. Além disso, tem erros simples, como confundir Maria, a mãe de Jesus, com a Miriã, irmã de Moisés e Aarão (que em grego é Maria). Até hoje, não há registros originais do Alcorão nem evidências dos primeiros escritos.

Diferente do Alcorão, a Bíblia é a Palavra de Deus. As pessoas que escreveram os livros da Bíblia (cerca de 40 pessoas), foram inspiradas por Deus (2 Pedro 1:20-21). Apesar de a Bíblia ser escrito por tantas pessoas diferentes, ao longo de tanto tempo, todos tinham a mesma mensagem e não se contradizem. Toda a Bíblia foi escrita em um período de quase 1600 anos, contra apenas 26 anos do Alcorão.

Veja aqui: Há contradições na Bíblia?

Já foram encontradas centenas de cópias antigas da Bíblia. Algumas cópias datam de poucas décadas depois dos livros originais. Não há nenhum outro livro da antiguidade com tantas cópias tão perto da data original.

O Alcorão e Jesus

Jesus (Isa em árabe), é descrito como o penúltimo profeta antecessor a Maomé. Jesus é citado no Alcorão em quinze capítulos (suras) e em noventa e três versos (ayat). Apesar de ser mencionado mais vezes que Maomé, isso não torna a história de Jesus no Alcorão fidedigna.

O Alcorão nega a divindade de Jesus Cristo, tratando-o apenas como um profeta e não como o Filho de Deus. Tal negação vai na contramão da base fundamental do evangelho em: João 3:16-17 e Atos dos Apóstolos 4:11-12.

Veja aqui o que a Bíblia diz: Jesus é Deus?

Outra clara confusão está em afirmar que Jesus Cristo não foi crucificado nem venceu a morte. Segundo o livro islâmico, a aparência de Jesus foi colocada sobre outro homem que acabou sendo crucificado em seu lugar. Nos quatro evangelhos da Bíblia (Mateus, Marcos, Lucas e João), Jesus foi julgado, executado publicamente, sepultado e ressureto.

Contrário ao que o Alcorão prega, a Bíblia relata com detalhes a crucificação e ressurreição de Jesus. Em Mateus 16:20-21, constatamos que Jesus se afirma o Cristo e prediz a sua morte. Na passagem de Lucas 24:39-40, Jesus já ressuscitado, revelou-se aos discípulos e mostrou suas marcas nas mãos e nos pés. Além de se apresentar aos discípulos, Jesus apareceu diante de 500 pessoas antes de subir aos céus (1 Coríntios 15:3-6).