O que é o santo graal?

O santo graal é um cálice mítico que Jesus supostamente usou na última ceia. O graal seria santo porque foi usado por Jesus, recebendo poderes místicos. As lendas do santo graal não têm base bíblica.

Na Idade Média, surgiram várias lendas sobre o santo graal. As lendas mais conhecidas dizem que o graal foi o cálice com vinho que Jesus usou na última ceia. Esse cálice teria sido guardado por José de Arimateia, que depois o usou para recolher algumas gotas do sangue de Jesus na cruz. Por causa disso, o graal ganhou poderes especiais, como cura.

Depois que Jesus ressuscitou, as lendas dizem que José de Arimateia foi para a Inglaterra (ou a França, ou outro país), onde o graal ficou perdido. A lenda do santo graal então se mistura com a lenda do rei Artur. Em algumas histórias, o rei Artur e seus cavaleiros procuraram pelo santo graal, para restaurar a harmonia da Inglaterra.

Existem vários cálices em lugares diferentes que supostamente são o santo graal mas não existe evidência para provar as alegações.

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O santo graal existiu de verdade?

A Bíblia diz que Jesus usou um cálice na última ceia mas não dá nenhum valor ao cálice (Lucas 22:20). O copo que Jesus usou não é chamado de santo na Bíblia, nem existe nenhuma referência aos seus supostos poderes místicos. As histórias de José de Arimateia recolhendo o sangue de Jesus e viajando para outros países também não estão na Bíblia.

Tudo que a Bíblia diz é que Jesus usou um cálice (ou copo) para distribuir o vinho aos seus discípulos, quando ele instituiu a Santa Ceia (Marcos 14:22-24). O importante era o que essa cerimônia representava (a fé na morte e ressurreição de Jesus para a salvação dos pecados), não o cálice usado. A Bíblia nunca mais fala sobre o cálice porque não tinha importância nenhuma.

A história do santo graal provavelmente se baseia em histórias pagãs mais antigas sobre objetos com poder de cura ou prosperidade. Essas lendas simplesmente foram adaptadas para um público de tradição cristã, misturando alguns detalhes da Bíblia com muita ficção. São apenas histórias, sem fundamento bíblico nem histórico.

As lendas do santo graal surgiram de uma mentalidade idólatra, procurando Deus em objetos físicos (Romanos 1:22-23). Em vez de procurar o Deus verdadeiro, as pessoas passaram a se concentrar em um objeto mágico que poderia ser manipulado para fazer sua vontade.

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O santo graal e Maria Madalena

Uma teoria mais moderna sugere que o santo graal na verdade não era um cálice mas sim a descendência de Jesus.

Usando alguns argumentos fracos, como jogos de palavras em francês e quadros pintados mais de mil anos depois de Cristo, algumas pessoas sugerem que Jesus casou com Maria Madalena e teve filhos. Os descendentes de Jesus teriam sangue real (parecido com a expressão santo graal em francês) ou seriam como um cálice porque “guardavam” o sangue ou o ADN de Jesus.

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Essa teoria é muito fraca, visto que as lendas do santo graal somente surgiram na Idade Média. A Bíblia não diz que Jesus casou nem teve filhos. Na verdade, as profecias sugerem que ele não deixou descendentes (Isaías 53:8-9). As teorias sobre a descendência de Jesus são tão fantasiosas quanto as lendas medievais sobre um cálice com poderes místicos.