Esdras foi um escriba e sacerdote da linhagem de Arão que liderou um avivamento espiritual entre os judeus que voltaram do exílio na Babilônia. Ele ensinou a Lei de Deus, levou o povo a abandonar a idolatria e provavelmente escreveu o livro que tem seu nome na Bíblia.
Depois que Nabucodonosor, rei da Babilônia, conquistou Jerusalém, os judeus ficaram exilados por cerca de 70 anos. Mais tarde, a Babilônia foi conquistada pelos persas, e Ciro, rei da Pérsia, permitiu que os judeus voltassem para casa. Alguns voltaram logo, mas muitos ficaram nas cidades onde tinham sido exilados.
Quando chegaram a Jerusalém, os judeus começaram a reconstruir o templo. O trabalho levou vários anos e parou algumas vezes, por causa da oposição dos inimigos, mas o templo finalmente foi inaugurado. O povo dedicou o templo, mas havia pouca gente para trabalhar nele.
Esdras volta para Jerusalém
Vários anos depois da inauguração do templo, Esdras decidiu voltar para Jerusalém, junto com mais um grupo de exilados. Ele vinha de uma família de sacerdotes, da linhagem de Arão, e tinha se dedicado a estudar a Palavra de Deus (Esdras 7:6). Esdras também era escriba, um professor com muito conhecimento. Ele voltou com um propósito claro: ensinar o povo a obedecer a Deus (Esdras 7:10).
Com a permissão oficial do rei da Pérsia, Esdras levou para Jerusalém muito dinheiro e o que era necessário para manter o serviço no templo. Ele também recebeu autorização para administrar o território e organizar a justiça no lugar, de acordo com a Lei de Deus (Esdras 7:25).
Esdras foi acompanhado por muitas famílias judias e vários levitas que podiam trabalhar no templo. Antes de partir, eles jejuaram e oraram a Deus por proteção, porque a estrada era perigosa, cheia de bandidos. Levavam muito dinheiro e seriam um alvo fácil. Mesmo assim, Esdras não pediu guardas ao rei, porque tinha dito a ele que confiava em Deus (Esdras 8:22-23).
A viagem correu bem e todos chegaram em segurança. Eles entregaram as ofertas no templo e fizeram sacrifícios para agradecer a Deus.
As reformas de Esdras
Quando chegou, Esdras descobriu que o povo não estava obedecendo a Deus. Muitos homens tinham se casado com mulheres estrangeiras, de outras religiões. Esse tinha sido, no passado, o problema que desviou Israel para a idolatria e trouxe a condenação de Deus. Por isso, Esdras se humilhou e orou, confessando os pecados do seu povo (Esdras 9:5-6).
Depois, Esdras reuniu todo o povo para confessar seus pecados. A comunidade tomou uma decisão difícil: os homens que tinham se casado com mulheres estrangeiras se comprometeram a separar-se delas, num acordo público de voltar a obedecer a Deus (Esdras 10:10-11). Foi uma medida dura, ligada a um perigo real, já que aqueles casamentos tinham arrastado Israel para a idolatria antes.
Esdras também foi contemporâneo de Neemias, que organizou a reconstrução do muro de Jerusalém. Quando a obra terminou, Esdras, servindo como sacerdote, reuniu o povo e leu a Lei de Deus. Durante um dia inteiro ele ensinou a Lei e a explicou para todos (Neemias 8:2-3). No fim, o povo percebeu o quanto tinha se desviado e precisava se consagrar de novo a Deus.
Mais tarde, o povo confessou seu pecado e fez um acordo com Deus, para seguir a Sua Lei. Eles se dedicaram a Deus e abandonaram a idolatria. Graças ao trabalho de Esdras e Neemias, o povo judeu não voltou a cair nos pecados do passado de forma generalizada.
Para entender o livro que Esdras escreveu, veja o resumo do livro de Esdras. Você também pode conhecer quem foi Neemias, que liderou a reconstrução dos muros na mesma época.