Existe pecadinho e pecadão na Bíblia?

A Bíblia deixa claro que todo pecado é uma ofensa contra Deus, mas alguns pecados têm consequências mais graves que outros. Não existe uma hierarquia clara de pecados estabelecida na Bíblia e devemos evitar todo tipo de pecado, por mais pequeno que seja. Mesmo assim, alguns pecados têm castigo mais severo.

Pecado é tudo aquilo que desagrada a Deus. Ele é perfeito e não tolera o pecado, mas Ele também nos ama e quer nosso bem. Por isso, Deus enviou Jesus para levar o castigo de nossos pecados. Agora, todos que creem em Jesus como seu salvador têm seus pecados perdoados e podem viver uma vida nova, agradando a Deus. O objetivo do cristão é viver em santidade, rejeitando todo tipo de pecado e se dedicando a Deus.

O castigo universal do pecado

Todos os pecados, sejam grandes ou pequenos têm a mesma consequência principal: a separação de Deus e a morte (Romanos 6:23). Deus é perfeito e nada de impuro pode entrar em Sua presença. O pecado nos separa de Deus, que é a fonte de nossa vida física e espiritual. Assim, por causa do pecado, ficamos mortos espiritualmente e estamos destinados a morrer fisicamente, indo depois disso para o inferno. Além disso, ficamos escravizados pelo pecado, perdendo a capacidade para viver de modo que agrada a Deus.

Em relação ao inferno, não existe pecadinho nem pecadão. Pecado é pecado. A Bíblia diz que quem quebra uma parte da Lei quebra toda a Lei (Tiago 2:10-11). A realidade é que todos nós temos pecado e ficamos debaixo da condenação do inferno. Foi por isso que Deus enviou Jesus.

O inferno é o castigo universal do pecado, que nos mostra que precisamos de Jesus (Romanos 3:19-20; Romanos 3:23-24). Somente a graça de Deus nos pode salvar, porque não há nada que podemos fazer para limpar nosso próprio pecado e evitar o castigo ordenado. Mas, quando nos arrependemos, cremos que Jesus é nosso salvador e entregamos nossa vida a ele, recebemos o perdão de Deus para todos os nossos pecados!

Jesus nos purifica e nos livra das consequências universais do pecado. Ele nos une novamente a Deus, nos dá uma nova vida espiritual e nos dá a promessa da ressurreição. Quando nos tornamos cristãos, por vezes ainda pecamos mas agora estamos livres da escravidão do pecado. Podemos viver para agradar a Deus e Jesus nos dá força para rejeitar o pecado e resistir à tentação. Já não há mais condenação, porque temos uma vida diferente em Jesus (Romanos 8:1-2).

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Pecados diferentes têm consequências diferentes

A separação de Deus, a morte e a condenação ao inferno não são as únicas consequências do pecado. Tudo que fazemos tem repercussões. E, nesse sentido, existe pecadinho e pecadão. Uma mentira sobre ter lavado os dentes não tem as mesmas consequências que matar uma pessoa. As consequências e os castigos terrenos são diferentes consoante a gravidade do pecado.

Alguns pecados na Bíblia têm castigos mais graves que outros. Nem todo crime merece pena de morte (1 João 5:16-17). Alguns pecados levam a pena de prisão, outros estragam relacionamentos, outros causam doenças, outros destroem a carreira…

No entanto, a Bíblia não nos dá uma hierarquia clara de pecados maiores ou menores. A realidade é muito mais complexa que isso e o mesmo tipo de pecado pode ter consequências diferentes em situações diferentes. Por exemplo, se um empregado de limpezas é negligente, não vai ter muito trabalho. Mas se um médico for negligente, alguém pode morrer.

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Por vezes, os pecados que achamos que são menores têm consequências muito mais sérios do que pensamos. Quem tem o hábito de mentir pode um dia se enredar em uma mentira que o faça perder o emprego. Quem tem por hábito fugir ao fisco poderá acabar desviando milhões, se seu negócio for grande. Quem tem por hábito ver pornografia um dia poderá descobrir que isso destruiu seu casamento. Nem todas as consequências do pecado são previsíveis.

Por isso, é importante lutar para evitar todo tipo de pecado. Tudo que é errado traz problemas. As coisas que escolhemos fazer afetam as nossas vidas e as vidas das pessoas em nosso redor de várias maneiras. Quem vive para Deus se incomoda com o pecado e quer retirá-lo de sua vida, por menor que seja, para agradar a Deus.